Veja a bibliografia para a prova de mérito 2013.
Sabemos a posição do sindicato em relação a prova do mérito, ao fazer essa prova o professor dá um tiro no pé, pois após chegar (e se chegar) a uma faixa na carreira, a exigência torna praticamente impossível o professor seguir na carreira, sabemos que uma pequena parte dos colegas já fizeram e estão recebendo essa promoção, e agora, uma grande parcela almeja tal promoção. Já que não podemos impedir o professor de realizar essa prova, e o mesmo, vai buscar a informação em outros lugares, decidir postar a bibliografia para o processo de mérito, a mesma, serve para outras provas da SEE/SP.
Desde o ano de 2010, a secretaria da Educação de São Paulo unificou os referencias bibliográficos para todos para todos os seus concursos (provimentos de cargos, mérito etc.) A maioria dos textos podem ser encontrados no site do "CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO MÁRIO COVAS".
Para conhecer a bibliografia para o "concurso de mérito" acesse o link e consulte a bibliografia especifica, bem como a parte geral, comum de todas as áreas.
terça-feira, 4 de junho de 2013
PL do Senado reduz prazo para contrato temporário de professor
Qualquer cidadão poderá exigir a realização de
concurso público para preenchimento de cargo de professor de escola pública
ocupado, por mais de dois anos, por profissional não concursado. Esta
possibilidade está sendo aberta por projeto de lei do Senado (PLS 313/2012)
aprovado, nesta terça-feira (4), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte.
A proposta será ainda votada em caráter terminativo pela CCJ (Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania).
O PLS 313/2012 faz duas alterações na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional). Inicialmente, reduz de seis para dois anos a permissão para
que o cargo de professor de escola pública seja ocupado por profissional com
contrato temporário.
Depois deste prazo, qualquer cidadão - a LDB restringia a possibilidade
de reclamação aos habilitados a concorrer ao cargo - poderia exigir a abertura
de concurso público para seu preenchimento por professor efetivo. Esta mudança
foi trazida por substitutivo apresentado pelo relator, senador Antônio Carlos
Valadares (PSB-SE).
"De acordo com dados de 2007 da OCDE (Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), os temporários correspondem a 25,8% dos professores
do setor público no Brasil. O que sabemos é que a contratação temporária quase
sempre vem junto com relações de trabalho precárias, rotatividade docente e
formação insuficiente", comentou Valadares.
O relator ressaltou ainda que o PLS 313/2012 vem contribuir não só com o
movimento de valorização do professor, como também pretende manter como exceção
a regra de contratação temporária no serviço público estabelecida pela
Constituição Federal.
§
Em
7 Estados, mais da metade dos contratos de professores são temporário
Pesquisa aponta: Menos de 1% das escolas brasileiras têm infraestrutura ideal
Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima
da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática,
quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender
a estudantes com necessidades básicas. O nível infraestrutura avançada inclui
os itens considerados mínimos pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice
elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Já 44% das instituições de educação básica contam apenas com
água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha em sua
infraestrutura.
Esse é o resultado de um estudo feito pelos pesquisadores
Joaquim José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da
UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC
(Universidade Federal de Santa Catarina), intitulado "Uma escala para
medir a infraestrutura escolar".
A pesquisa incluiu dados do Censo Escolar de 2011 de 194.932 escolas.
Girlene afirma que ela e os pesquisadores esperavam que os
resultados demonstrassem a precariedade de muitas das escolas brasileiras, mas
pontua que o percentual de elementares (44%) e de avançadas (0,6%) foi um
"choque".
"Sabíamos que encontraríamos diferenças e que a zona rural,
por exemplo, apresentaria infraestrutura mais deficitária. Mas não achávamos
que seria tanto. O mesmo vale para as diferenças regionais, como é o caso do
Norte e do Nordeste, e para as redes municipais, onde se concentram as escolas
com as piores condições", afirma.
"A criança, quando chega à escola, tem que ter
equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e
ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho
dele, assim como a escola", explica Joaquim José Soares Neto. "O
Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em
educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento
para resolver um problema que não é simples".
EDUCAÇÃO EM DEBATE
ENSINAR MELHOR NÃO É TRABALHAR SOMENTE O QUE
CAI NA PROVA
Quando os resultados das avaliações externas
passam a ser mais
importantes que aprendizagem, o país regride.
As avaliações em larga escala chegaram ao Brasil no início da
década de 1990 com a missão de verificar se o direito de crianças e jovens a
aprender estava sendo efetivado. As provas continuam sendo aprimoradas e, hoje,
fazem parte da realidade do país. Ainda que na o sejam o único indicador de
qualidade existente, são um valioso instrumento de controle social, que
contribui para colocar o aprendizado no foco do debate, além de trazer
informações para nortear as políticas públicas. Todos esses benefícios, no
entanto, caem por terra quando a função diagnostica dos exames é extrapolada e
o planejamento e as estratégias pedagógicas das escolas se voltam apenas para
preparar os alunos para realizá-los.
Em diferentes regiões do país, veículos de imprensa e
pesquisadores têm denunciado praticas pouco louváveis adotadas por escolas e
redes de ensino para sair bem na fotografia dos rankings. Entre as mais
noticiadas estão induzir os alunos com dificuldade de aprendizagem a faltar na
prova, reprová-los para que não cheguem ao 5º ou 9º ano em época de aplicação
das avaliações ou força-los a mudar de escola. As estratégias estão detalhadas
no estudo. Processos velados de Seleção e Evitação de Alunos em Escolas
Públicas de Centro de Estudos e Pesquisa em Educação Cultura e Ação Comunitária
(CEMPEC).
Pouco se fala, no entanto, de uma mudança estrutural
preocupante, que vem ocorrendo em diferentes Secretarias de Educação a redução
dos currículos. Na tentativa de melhorar os resultados dos alunos nas
avaliações externas, nas redes privilegiam, nas grades curriculares e nos
programas de formação docente, o ensino de Língua Portuguesa e de Matemática –
e mais especificamente dos conteúdos cobrados nas provas -, em detrimento de
outras disciplinas.
Se um currículo nacional, a avaliação acaba sendo usada como
base para determinar o que é trabalhado em sala de aula. “usar as matrizes
definidas externamente para essa finalidade restringe o currículo a um
subconjunto daquilo que as escolas deveriam ensinar”, alerta a pesquisa A Avaliação Externa com Instrumento da
Gestão Educacional nos Estados, realizada em 2010 pela Fundação Victor
Civita (FVC), sob a coordenação do inglês Nigel Brooke, professor convidado da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Na mesma linha, a norte-americana Daiane Ravicth,
especialista na área há mais de 40 anos e ex-defensora das políticas de
avaliação, mostra no livro Vida e Morte
do Grande Sistema Escolar Americano que grandes cidades dos Estados Unidos transformaram suas
referências curriculares em orientações voltadas apenas à preparação dos alunos
para os exames.
Soluções como essas deixam de lado o principal objetivo da
escola: a aprendizagem. A pesquisa Gestão
Educacional e Resultados no índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(Ideb): Um Estudo de Caso em Dez Municípios Cearenses, realizada entre 2008
e 2011 pelas pesquisadoras Sofia Lerche e Eloisa Maia Vidal, mostra que os bons
resultados alcançados por alguns municípios do Ceará são explicados, em parte,
pela redução dos currículos e pela supervalorização das matrizes de referência
da Prova Brasil. Em vez de ensinar todos os conteúdos, eles restringiram o
trabalho aos itens cobrados no exame nacional.
Outro exemplo é a retirada de Ciências, História e Geografia
da grade horária dos três anos do Ensino Fundamental da rede estadual paulista,
ocorrida a partir de 2008.
Questionada sobre a ausência das disciplinas, a secretaria
que os conteúdos continuam sendo ensinados de forma transversal, dentro das
aulas de Língua Portuguesa e Matemática, que a rede conta com assessores
especialistas em todas as áreas.
Sob o guarda-chuva da transversalidade, corre-se o risco de
só abordar as três áreas por meio de questões matemáticas e ou atividades de
leitura escrita, deixando de lado procedimentos específicos. Observação,
investigação, experimentação, registro e elaboração de hipóteses, por exemplo,
são fundamentais no ensino de Ciências, e vão muito além de ler textos sobre um
tema da área. O mesmo ocorre com ciências humanas. Saber calcular uma escala
não é suficiente para entender cartografia. A aprendizagem pressupõe, entre
outras coisas, ler imagem e analisar informações em mapas.
Tirar disciplinas dos primeiros anos de escolarização é
seguir na contramão do que dizem os estudos mais recentes sobre o processo de desenvolvimento cognitivo. Perde-se,
assim, um precioso momento em que as crianças são curiosas e abertas para
compreender o funcionamento do mundo em que vivem. Além disso, nada garante que
mais aulas de Língua Portuguesa e Matemática vão resultar em mais aprendizagem.
Isso só acontece quando os professores sabem ensinar. E, para tanto, são
necessários programas sérios e estruturados de formação continuada em todas as
áreas. É preciso ainda resolver os atores do processo educacional em projetos
de longo prazo, que não terminem quando muda o governo.
Reduzir o currículo é voltar à década de 1960, quando as
ciências naturais e humanas ainda não eram trabalhadas nos primeiros anos do
Ensino Fundamental. A realidade só mudou com a lei Nº 5.692, de 1971, que
tornou obrigatório o ensino de Ciências, História e Geografia em todo o então
chamado Primeiro Grau.
A questão de fundo nesse debate é qual Educação o país deseja
garantir ao seu povo. Se a intenção é ter boas estatísticas, basta treinar os
alunos para obterem bons desempenhos em exames padronizados. Mas se o objetivo
é formar cientistas nas mais diversas áreas, produzir conhecimento de ponta,
formar pessoas críticas, capazes de refletir e de tomar decisões sobre a
própria vida e o mundo ao seu redor, o caminho é uma formação mais ampla. O
aumento das notas nas provas, assim como o do Ideb, não é sinônimo de um ensino
de qualidade e deve ser visto como consequência, e não como foco de ações.
Afinal, o exercício pleno da cidadania pressupõe ir além e conhecer a língua, a
Matemática, a Filosofia, as artes e as ciências humanas e naturais.
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